08 outubro 2016

Resenha DangeRock - M.S. Fayes


Título: DangeRock
Autora: M. S. Fayes
Editora: Pandorga
Ano: 2016
Páginas: 288


Eve McGannon lidera a banda DangeRock desde adolescente. Sua voz atrai multidões como um ímã, da mesma forma que sua timidez a impede de confessar seu amor eterno por Brandon Conwell, o guitarrista e amigo de infância que sempre esteve ao seu lado, mas sem nunca percebê-la como mulher. Quando a banda recebe uma proposta irrecusável, o grupo unido se vê imerso em um turbilhão de sucesso absoluto e suas complicações. Isso inclui um astro musical que desperta um poderoso sentimento de ciúmes em Brandon, ao mesmo tempo em que tenta fazer Eve abandonar suas desilusões e ir em busca de novos sonhos. Eles aprenderão que o coração comanda todos os atos dentro e fora do palco. Basta apenas que sigam os sentimentos através das melodias que eles mesmos entoam.



Prepare-se para pegar carona na turnê dessa banda de rock que mesmo com pouco tempo de estrada já causa furor por onde passa. Os personagens da Banda DangeRock, que foi formada nos tempos de escola, mantêm os integrantes originais desse quarteto, e que mesmo com todo o circuito de shows e tudo mais que cerca esse mundo  da música. Podemos observar a narrativa nos trazendo o envolvimento dos amigos Eve McGannon (vocalista) e Brandon Conwell (guitarrista) que se conhecem desde os tempos de escola.

A autora, M.S. Fayes, desenvolve toda história dos personagens com narrativas alternadas, o que é bem interessante e particularmente me atraí muito nas leituras pois vamos vendo diferentes pontos nas situações de acordo com cada personagem sem ficar maçante ao longo do mesmo, outro ponto bem a favor são os capítulos curtinhos, pois na correria do dia a dia facilita e muito e quando percebemos vamos lendo mais um capítulo, e adicionamos mais um e assim por diante, ou seja, uma loucura, rapidinho terminamos e não nos damos conta. Mas vamos seguindo a história.

Carinhosamente conhecida como Evie, a desbocada menina de cabelos roxos, nutre um amor por seu amigo Bran desde a infância e no qual o guarda em silêncio, aguentando por todo esse tempo ver o guitarrista após os shows se enrabichar pelas famosas groupies, tão comuns nesse ambiente da música. Após anos sofrendo calada Evie, decide abrir seu coração para seu amigo, que com medo do algo mais prefere manter a linha da amizade, mais uma vez magoando os sentimentos de sua amiga.

“Eu sempre tive medo de você acabar se apaixonando por mim ao longo da nossa jornada e acabar estragando a nossa amizade.”

O que Bran não contava, é que após se rebelar e dar um basta nesse sofrimento Eve decide dar seu grito de independência e chocar a todos com suas opções afim de mostrar o quanto amadureceu e que não é mais a mesma garotinha adolescente dos tempos da escola. 

“Para um cara, ele era extremamente tapado. Se bem que todos os caras eram meio tapados em relação a sentimentos quase explícitos à frente deles. Coloque uma mulher medonhamente apaixonada ao lado e ele perceberia? Claro que não. A não ser que ela tivesse peitos bem chamativos e turbinados. Coloque uma piriguete claramente tentando infernizar a vida de um casal dando em cima do seu namorado. Ele perceberia a armação? Claro que não. Somente quando a merda estivesse feita e a namorada em questão desenhasse tudo num quadro negro.”


E como em toda história, algumas situações favorecem a mocinha para que ela tenha oportunidade de mostrar a que veio. Inclusive optando por aceitar um trabalho para fotos mais ousadas bem como o convite para trabalhar abrindo os shows em parceria com uma banda mais antiga do cenário, a FunBock. De quebra na vida de Eve surge Mitchell Clay, vocalista da FunBock que imediatamente se interessa pela jovem rebelde desbocada de cabelos roxos e agitando o mundo do lento Brandon (sério, lento mesmo, como pode ser tão alheio a tudo a sua volta), que só após notar o interesse de Mitchell começa a correr atrás do prejuízo de suas inúmeras burradas.

Lógico que muitas confusões e desentendimentos ocorreriam nesse triângulo, e a cada vez que Brandon abria a boca para falar, mais ele metia os pés pelas mãos, mais Eve se irritava, mais aparentemente Mitchell ganhava terreno.
Mitchell, rico, famoso, acostumado a ter todas as mulheres que sempre quis com apenas um estalar de dedos, acabou sendo envolvido pela beleza e inocência da Eve. Fazendo com que suas investidas na mocinha tornassem mais intensas e para ódio de Brandon seu ciúme crescia ao se deparar com artilharia pesada do rival.

Devido o estresse de todo esse ambiente, decepção com Brandon, ensaios, Eve resolve fazer uma fuga para refletir sobre alguns pontos, o que ela não contava é que após seu primo passar os dados de sua localização para Mitchell, logo se faria presente, e não deu outra o vocalista apareceu como sendo o bom moço, o típico lobo em pele de cordeiro, pronto pra atacar sua presa, faz um convite e a leva para sua casa em Malibu para passar uns dias. Ô maravilha, sombra e água fresca! O que Eve não contava era com mais uma grande decepção chegando, ao longo dos dias Mitchell resolve dar uma festa e tudo vai por água a baixo (a típica frase “sexo, drogas e rock and roll” entra perfeitamente nesse momento do texto). Ao extrapolar no uso de entorpecentes regado a bebida, o ensandecido Mitchell parte pra cima de Eve com tudo, na tentativa de forçá-la a ter relações com ele, e a mesma se apavora conseguindo fugir pro seu quarto quando o mesmo desmaia, vergonhoso por sinal.
Eve volta pro hotel no dia seguinte e Brandon enfurecido resolve tomar uma atitude e reclamar como sua a menina que há tempos mexe com ele, mas como todo homem demora a perceber.

Daí pra frente é só amor. O casal em harmonia, Evie e Bran se descobrindo em seu íntimo, do que curtem quando estão juntos, a pegada rock n’ roll na cama se é que me entendem.
O que não contaríamos é que a autora fosse aprontar, tipo filme de terror com mais um susto para os leitores e pra esse casal. Após um show fodástico, o louco, raivoso e bipolar Mitchell em mais uma de suas façanhas, por sinal tive muita vontade de bater nele nesse momento, faz-se aqui um registro, ao agredir fisicamente a vocalista, e óbvio se dá mal sendo preso por ser um covarde bundão.

Algumas passagens de tempo ocorrem, a banda se estabelece no cenário musical, a amizade dos integrantes permanece de forma bonita e graciosa e o casal Evie e Bran, mostra que vale a pena arriscar em prol do amor.

Leitura rápida como já mencionei, o livro é uma boa pedida para aqueles que assim como eu, curtem romances trazendo músicos, bandas e está disponível em físico pela editora Pandorga que vem a cada dia abrindo mais espaço em suas publicações para os autores nacionais que não deixam a desejar e só nos orgulham por ser tornarem referência com belas histórias.


“Eu sempre me perguntei o que realmente significava a expressão Felizes para Sempre. Ou o que vinha depois daquilo. Daí,depois de todos os eventos pelos quais passei, percebi que o Felizes para Sempre era o hoje. Viver o dia presente ao lado da pessoa amada, fazendo aquilo que mais amamos. Viver com intensidade, na esperança de que o hoje tenha sido muito mais excitante que o ontem. E o amanhã, mais do que hoje.”






Um comentário:

  1. Acabei de ler esse livro e adorei os personagens.
    Tive vontade de matar o Mitchell mas queria ler mais dele em breve.
    Bjs

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